O debate sobre o metaverso perdeu intensidade, mas o tema continua relevante para a indústria digital. Depois de um período marcado por forte exposição midiática e altos investimentos, o mercado passou a tratar o assunto com maior racionalidade. Este artigo analisa o que permanece do metaverso após o hype e como seus desdobramentos impactam mídia, marketing e tecnologia.
Durante o auge do interesse, o metaverso foi associado a ambientes virtuais imersivos, experiências tridimensionais e novas possibilidades de interação entre marcas e consumidores. Empresas criaram espaços digitais, promoveram ativações e testaram formatos inovadores. Com o tempo, o discurso expansivo foi substituído por uma abordagem mais prática, focada em aplicações específicas.
O principal efeito desse movimento foi a incorporação de tecnologias imersivas ao planejamento estratégico. Recursos como realidade aumentada, realidade virtual e experiências 3D continuam sendo utilizados, especialmente em ações de marketing, eventos híbridos e treinamentos corporativos. Em vez de apostar em universos virtuais amplos, o mercado passou a adotar soluções pontuais, alinhadas a objetivos claros.
Na indústria da mídia, o metaverso contribuiu para ampliar a discussão sobre formatos interativos e engajamento digital. O foco deixou de estar apenas na presença em ambientes virtuais e passou a considerar métricas de desempenho, permanência do usuário e integração com dados. A busca por resultados mensuráveis tornou-se prioridade.
Outro ponto relevante é a reorganização dos investimentos. Projetos vinculados ao metaverso passaram a ser avaliados com base em viabilidade técnica, custo e retorno. A experimentação continua existindo, porém com critérios mais definidos. Esse movimento indica uma transição do entusiasmo para a gestão estratégica.
Também houve impacto na estrutura das equipes e na produção de conteúdo digital. O desenvolvimento de experiências imersivas estimulou a integração entre profissionais de tecnologia, criação e planejamento. Essa aproximação permanece como parte da transformação digital das empresas.
O metaverso, portanto, não desapareceu. O que ocorreu foi uma mudança de posicionamento no mercado. Em vez de representar uma ruptura imediata, passou a ser entendido como um conjunto de tecnologias e possibilidades que podem ser aplicadas conforme a demanda.
O cenário atual revela um setor mais atento à eficiência e à coerência entre inovação e resultado. O metaverso segue presente na agenda da indústria, mas inserido em uma lógica de integração com outras soluções digitais. O que fica após o hype é uma abordagem mais objetiva, centrada em aplicações concretas e alinhadas às estratégias de negócio.
Autor: Turgueniev Rurik

