Na análise de Tiago Schietti, em um dos momentos mais delicados da vida, muitas famílias se veem obrigadas a tomar decisões rápidas, lidar com burocracias e confiar em serviços que, na maioria das vezes, desconhecem profundamente. É justamente nesse contexto que o conhecimento sobre os direitos das famílias nos serviços funerários se torna fundamental.
Informação clara e acessível não apenas protege o cidadão, como também contribui para relações mais éticas, transparentes e respeitosas dentro do setor funerário. Ao longo deste conteúdo, veremos como esses direitos podem ser compreendidos e exercidos de forma consciente.
O direito à informação clara e transparente
Conforme Tiago Schietti, um dos principais direitos das famílias é o acesso à informação clara, correta e completa. Isso inclui detalhes sobre valores, serviços oferecidos, etapas do processo, prazos e responsabilidades envolvidas. Nenhuma família deve ser induzida a contratar serviços sem compreender exatamente o que está sendo oferecido.
A transparência também envolve a apresentação de alternativas. As famílias têm o direito de conhecer diferentes opções de sepultamento, cremação, cerimônias e estruturas disponíveis, sem pressão ou imposições indevidas. A escolha deve ser consciente e respeitar tanto a vontade do falecido quanto as condições emocionais e financeiras da família.
Quais escolhas realmente pertencem à família?
Em um momento de luto, é comum que familiares se sintam inseguros sobre o que é obrigatório e o que é opcional. No entanto, muitas decisões pertencem exclusivamente à família, e não à empresa funerária ou à administração do cemitério, assim como aponta Tiago Schietti.
A família tem o direito de escolher o tipo de serviço, a forma de despedida, o local do sepultamento ou da cremação, bem como elementos simbólicos da cerimônia. Sempre que houver limitações legais ou sanitárias, essas restrições devem ser explicadas de forma clara e respeitosa. O que não pode ocorrer é a supressão do direito de escolha por falta de informação.
Respeito, dignidade e atendimento humanizado
O atendimento humanizado é um direito essencial das famílias. Isso significa ser tratado com respeito, empatia e profissionalismo, independentemente da condição social, econômica ou cultural. O setor funerário lida diretamente com a dor humana, e essa responsabilidade exige postura ética e sensibilidade.

O direito à dignidade também se estende ao tratamento do corpo, ao cumprimento dos rituais escolhidos e ao respeito às crenças religiosas ou filosóficas da família. Qualquer conduta que desconsidere esses aspectos fere princípios básicos de cidadania e pode gerar impactos emocionais duradouros.
A importância da regulação e da fiscalização
Segundo Tiago Schietti, a garantia dos direitos das famílias também depende da atuação do poder público. Leis, normas e órgãos fiscalizadores existem para assegurar que os serviços funerários sejam prestados dentro de padrões técnicos, sanitários e éticos. A fiscalização contribui para coibir abusos, irregularidades e práticas inadequadas.
Quando as famílias conhecem seus direitos, tornam-se aliadas desse processo de regulação. Reclamações fundamentadas, denúncias e questionamentos ajudam a aprimorar o setor e a elevar o nível dos serviços prestados à sociedade como um todo.
Informação como ferramenta de proteção social
Falar sobre direitos no setor funerário não é apenas uma questão técnica ou jurídica. Trata-se de uma ação de proteção social. De acordo com Tiago Schietti, a falta de informação torna as famílias mais vulneráveis, enquanto o conhecimento promove autonomia, segurança e dignidade.
Ao ampliar o debate sobre os direitos das famílias, o setor funerário também se fortalece. Empresas mais transparentes, éticas e profissionais constroem relações de confiança com a sociedade e contribuem para um ambiente mais justo e respeitoso, mesmo em um dos momentos mais difíceis da vida.
Um setor mais humano começa pelo respeito aos direitos
Por fim, garantir os direitos das famílias é um passo essencial para a humanização e a profissionalização do setor funerário. Informação clara, escolhas respeitadas e atendimento digno não devem ser exceção, mas regra. Quando a sociedade conhece seus direitos, cria-se um ambiente mais equilibrado, ético e seguro para todos os envolvidos.
Promover esse conhecimento é uma responsabilidade compartilhada entre empresas, poder público e sociedade. Afinal, falar sobre direitos no setor funerário é, acima de tudo, falar sobre cidadania, respeito e dignidade humana.
Autor: Turgueniev Rurik

