Conforme expõe Alex Nabuco dos Santos, pessoa física locadora e novo imposto passaram a caminhar juntos com a regulamentação do IBS e da CBS, trazendo regras objetivas para definir quando a locação vira atividade econômica tributável. O ponto-chave é entender que a incidência não nasce do “tamanho do patrimônio”, e sim de critérios mensuráveis de receita e volume de operações. Na prática, isso muda a forma como muitos proprietários devem planejar contratos, reajustes e o próprio modelo de exploração do imóvel.
A nova lógica tende a aumentar fiscalização e exigências de documentação, reduzindo a margem para improviso. O tema preocupa porque a locação já convive com custos estruturais, como vacância, manutenção e risco de inadimplência. Veja mais a seguir:
Pessoa física locadora e novo imposto: critérios que definem quando você vira contribuinte
De acordo com Alex Nabuco dos Santos, a lei trouxe um enquadramento objetivo para caracterizar a habitualidade na locação por pessoa física. Em regra, a pessoa física será considerada contribuinte do IBS e da CBS quando, no ano-calendário anterior, locar mais de 3 bens imóveis distintos e, ao mesmo tempo, tiver receita bruta anual de locação acima de R$ 240.000,00. Esse desenho evita que locações pontuais ou de menor escala sejam tratadas como atividade empresarial automaticamente.
Nesse sentido, existe um gatilho relevante para o próprio ano-calendário. Se a receita anual com locações exceder R$ 288.000,00 (20% acima do parâmetro de R$ 240 mil), a pessoa física pode ser considerada contribuinte já no mesmo ano, mesmo que não ultrapasse o número de imóveis, conforme leituras especializadas sobre a LC 214/2025. Esse ponto é decisivo para quem faz renegociações, troca de inquilino com reajustes altos ou passa a alugar um novo imóvel no meio do ano.

O que muda na prática para apurar e comprovar
Segundo Alex Nabuco dos Santos, a entrada no IBS/CBS não significa virar pessoa jurídica, mas traz obrigações que exigem organização. Um ponto concreto divulgado pela Receita Federal é que, a partir de julho de 2026, pessoas físicas que sejam contribuintes da CBS e do IBS devem se inscrever no CNPJ para facilitar a apuração, sem transformar a natureza da pessoa física. Isso reforça o cenário de formalização: dados passam a circular com mais consistência, e a falta de registros tende a virar risco operacional.
Outro ponto que não pode ser negligenciado é que o IRPF sobre aluguéis permanece, independentemente do IBS/CBS, e a gestão deve considerar a carga total. Em outras palavras, o planejamento deve olhar o líquido, somando tributos, vacância, manutenção e custos de administração. Também vale atenção ao desenho contratual: prazos, reajustes, garantias, multas e responsabilidades precisam ser claros para reduzir conflitos e evitar descontos forçados por ruído.
Como planejar para não estourar limites e não perder demanda
Assim como frisa Alex Nabuco dos Santos, o locador inteligente começa pelo mapa de cenários. Primeiro, ele projeta receita anual por imóvel e simula vacância, porque o imposto conversa com a receita bruta, mas a vida real conversa com ocupação e custos. Segundo, ele avalia elasticidade de preço do bairro: se a demanda é sensível, tentar repassar tributo integralmente pode aumentar vacância e reduzir o ganho líquido.
Na prática, existem oportunidades para quem se antecipa. Melhorar entrega do imóvel (manutenção preventiva, apresentação, agilidade em reparos) aumenta percepção de valor e reduz a sensibilidade do inquilino ao preço, ajudando a sustentar receita sem elevar vacância. Além disso, padronizar processos reduz custo invisível: vistorias bem feitas, checklists, prazos claros e comunicação formal diminuem retrabalho e litígio.
Por fim, pessoa física locadora paga o novo imposto quando a locação ultra passa critérios objetivos de volume e receita, e esses critérios exigem controle e planejamento para evitar surpresas e proteger o retorno líquido. Para Alex Nabuco dos Santos, o caminho mais seguro é tratar a locação como operação: acompanhar receita, revisar contratos, organizar documentos e simular cenários antes de decidir preço e estratégia.
Autor: Turgueniev Rurik

