Como destaca o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, o custo por metro quadrado é uma métrica tentadora porque simplifica a conversa, mas ela pode enganar quando ignora a variável mais decisiva do orçamento: a estrutura e tudo o que ela condiciona. Se você quer entender por que dois projetos com a mesma tipologia podem ter custos finais tão diferentes, siga a leitura.
Estrutura como motor de custo: O que aparece e o que fica escondido?
O custo estrutural direto é visível: volume de concreto, taxa de armadura, formas, escoramento e mão de obra. Entretanto, o impacto mais amplo costuma ser indireto: tempo de execução, perdas, retrabalho e interferências com instalações e arquitetura. À vista disso, uma decisão estrutural pode “baratear” uma linha do orçamento e encarecer várias outras, sobretudo em acabamento e instalações.
O custo por metro quadrado é consequência desse método. Como resultado, sistemas que reduzem variabilidade tendem a produzir um custo global mais estável, mesmo quando a comparação por itens isolados sugere o contrário.
Como o desenho estrutural define produtividade?
Decisões como modulação de eixos, repetição de vãos e padronização de elementos influenciam o ritmo de obra. Quando a estrutura permite repetição, a execução tende a ser mais previsível, pois o canteiro consolida um ciclo e o replica. Dessa forma, o tempo por pavimento estabiliza, e o custo indireto associado a permanência de equipe, equipamentos e canteiro reduz a vulnerabilidade do orçamento.
Como observa o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, variações excessivas entre pavimentos e soluções muito específicas elevam o custo por metro quadrado por um motivo simples: aumentam a taxa de decisão em campo. Cada exceção exige ajuste, e o ajuste consome horas e materiais de correção.
O custo que nasce do conflito
A estrutura define espaços, passagens e alinhamentos. Quando ela não é compatibilizada com instalações e arquitetura, surgem improvisos: recortes, deslocamentos, shafts “forçados” e aumento de espessuras de revestimento para esconder conflitos. Por conseguinte, o custo por metro quadrado sobe não por “material nobre”, mas por tempo perdido e retrabalho distribuído.

Sob a ótica do Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o custo invisível é o mais perigoso, pois ele entra como pequenas correções repetidas, que parecem administráveis isoladamente, porém somam grande impacto no fim. Decisões estruturais bem compatibilizadas são uma forma de proteger o orçamento, pois evitam que a obra pague duas vezes: na execução e na correção.
Estrutura influenciando acabamento e consumo de correção
Um edifício com boa regularidade geométrica tende a exigir menos regularização em revestimentos, menos correção em esquadrias e menos ajustes em encontros. Isso altera custo por metro quadrado porque reduz consumo de argamassa, massa, tempo de mão de obra e ciclos de retrabalho. Dessa forma, a estrutura influencia o acabamento, mesmo sem estar “visível” na obra entregue.
Qualidade geométrica é economia aplicada. Quando a estrutura entrega prumo, nível e alinhamentos consistentes, o acabamento deixa de ser compensação e passa a ser finalização, o que estabiliza custo e prazo.
Prazo como componente do custo: O metro quadrado que fica caro pelo tempo
Custo por metro quadrado não é apenas soma de materiais e serviços. Ele também é influenciado por tempo. Quanto maior for o prazo, maior o custo de canteiro, administração, locações e improdutividades associadas. Assim sendo, decisões estruturais que reduzam incerteza e aumentem repetição tendem a diminuir o custo global do empreendimento, ainda que não sejam as mais baratas no papel em itens diretos.
Como sugere o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a estrutura racionalizada é uma estratégia de orçamento. Não porque elimina custo, mas porque estabiliza o processo, reduz variabilidade e diminui o risco de correções tardias.
O custo por metro quadrado responde ao método, não ao chute
Decisões estruturais mudam o custo por metro quadrado porque definem produtividade, interfaces, regularidade geométrica e prazo, elementos que influenciam o orçamento final de forma direta e indireta. Como reforça o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, uma estrutura bem pensada não é só resistente, ela é executável, compatível e repetível, e é isso que protege custo e cronograma ao mesmo tempo.
Autor: Turgueniev Rurik

