Gustavo Morceli pontua que a mensuração do desempenho em atividades tecnológicas exige uma mudança de paradigma. Avaliar o progresso em robótica deve ser um processo contínuo e formativo, focado na evolução das habilidades de resolução de problemas. Em vez de focar apenas no resultado, as escolas devem valorizar o percurso de construção e a lógica aplicada. Se você deseja implementar uma avaliação que realmente reflita o desenvolvimento intelectual dos estudantes, siga a leitura.
Além da técnica: O que avaliar em robótica educacional?
Em primeiro lugar, é fundamental compreender que a robótica envolve uma série de competências que vão muito além da montagem de peças. O CEO PETE, Gustavo Morceli, destaca que a capacidade de trabalhar em equipe e a resiliência diante de falhas são indicadores de sucesso tão importantes quanto a programação correta. Portanto, as métricas de avaliação devem incluir a observação direta do comportamento e da colaboração entre os pares.
Quando as pessoas são avaliadas pelo seu processo criativo, o aprendizado se torna mais significativo e menos estressante. Ademais, a avaliação em robótica educacional deve contemplar o raciocínio computacional e a aplicação de conceitos interdisciplinares. O erro não deve ser punido, mas sim utilizado como uma ferramenta de diagnóstico e redirecionamento pedagógico. Em outras palavras, se um robô não executa o comando esperado, o estudante deve ser estimulado a investigar a causa, promovendo o pensamento crítico.
Estratégias para medir aprendizado sem virar “prova de robô”
Uma das formas mais eficazes de documentar o aprendizado é através de portfólios digitais e diários de bordo. O registro das etapas de um projeto permite uma visão clara da evolução do estudante ao longo do semestre. Nesses registros, alunos e alunas podem descrever as dificuldades encontradas e as soluções propostas, integrando a escrita e a lógica. Assim sendo, a avaliação deixa de ser um evento isolado no calendário para se tornar uma prática cotidiana e integrada.
A autoavaliação e a avaliação por pares são estratégias que fortalecem a autonomia dos jovens. Para Gustavo Morceli, ao refletirem sobre o próprio desempenho, os estudantes desenvolvem a metacognição, compreendendo como aprendem melhor. Logo que o ambiente escolar adota critérios claros e transparentes, a competitividade excessiva dá lugar à cooperação. O uso de rubricas descritivas ajuda a manter a objetividade, garantindo que as metas de aprendizagem sejam compreendidas por todas as pessoas envolvidas.

O papel da tecnologia na personalização da avaliação
Com o suporte de ferramentas digitais, é possível coletar dados em tempo real sobre o engajamento e o progresso técnico. O Fundador Hexa Smart, Gustavo Morceli, salienta que a inteligência de dados pode auxiliar o professor a identificar quem precisa de mais suporte antes mesmo que o projeto seja finalizado. Dessa maneira, a intervenção pedagógica torna-se cirúrgica e personalizada, respeitando o ritmo individual. A tecnologia, portanto, atua como um braço direito na construção de uma escola mais justa e atenta às singularidades.
Medir o aprendizado em robótica educacional sem cair na armadilha da “prova de robô” requer sensibilidade e planejamento estratégico. Ao priorizar competências socioemocionais e o pensamento lógico, a rede de ensino prepara cidadãos aptos a lidar com as incertezas do mundo contemporâneo. Consequentemente, o sucesso de um programa inovador reside na capacidade de enxergar o potencial humano que se desenvolve por trás de cada linha de código ou motor conectado.
Inovação pedagógica
Como vimos, a avaliação deve ser um reflexo da proposta pedagógica, incentivando a inovação e a criatividade em vez da mera reprodução de modelos. Como resume Gustavo Morceli, o futuro da educação exige métricas que valorizem a humanidade e o intelecto em sua totalidade.
Autor: Turgueniev Rurik

