De acordo com o cirurgião plástico Milton Seigi Hayashi, a blefaroplastia superior e inferior é um dos procedimentos mais realizados na cirurgia plástica facial, tanto por razões estéticas quanto funcionais. A análise dessa cirurgia ultrapassa a simples retirada de excesso de pele e passa a considerar critérios técnicos rigorosos e impactos diretos na qualidade de vida do paciente.
Ao longo deste artigo, serão abordados os fundamentos técnicos da blefaroplastia, as indicações clínicas, os benefícios funcionais e os cuidados necessários para resultados seguros e naturais. Se você busca informação qualificada antes de tomar uma decisão, continue a leitura e aprofunde seu entendimento.
O que é blefaroplastia superior e inferior?
A blefaroplastia superior e inferior consiste na correção cirúrgica das pálpebras, com o objetivo de remover excesso de pele, bolsas de gordura e, quando necessário, ajustar estruturas musculares. A avaliação individualizada é determinante para definir a abordagem adequada, já que cada paciente apresenta características anatômicas específicas.

Na pálpebra superior, o foco costuma estar na dermatochalase, que pode comprometer não apenas a estética, mas também o campo visual. Já na pálpebra inferior, a cirurgia busca tratar bolsas palpebrais e flacidez, preservando a naturalidade do olhar. Conforme Hayashi, o equilíbrio entre remoção e preservação estrutural é essencial para evitar resultados artificiais ou complicações funcionais.
Quando a blefaroplastia tem indicação funcional?
Embora muitos associem a blefaroplastia apenas ao rejuvenescimento, há situações em que o procedimento possui indicação funcional clara. O excesso de pele na pálpebra superior pode reduzir o campo visual periférico e causar sensação constante de peso ocular. Segundo o médico Milton Seigi Hayashi, nesses casos, a cirurgia contribui para melhorar a visão e aliviar desconfortos cotidianos.
Além disso, bolsas volumosas na pálpebra inferior podem gerar irritação ocular e lacrimejamento frequente. A correção adequada dessas alterações melhora não apenas a aparência, mas também o desempenho funcional das pálpebras. A avaliação técnica precisa diferenciar expectativas exclusivamente estéticas de necessidades clínicas reais.
Critérios técnicos na blefaroplastia superior e inferior
A execução segura da blefaroplastia superior e inferior exige planejamento detalhado e domínio anatômico. O cirurgião deve analisar a qualidade da pele, a posição das sobrancelhas, o tônus muscular e a distribuição da gordura orbital. Essa análise evita excessos na retirada de tecido e reduz o risco de retrações.
Entre os principais critérios técnicos considerados na avaliação, destacam-se:
- Grau de flacidez cutânea e muscular;
- Presença de bolsas adiposas e sua localização;
- Posicionamento da margem palpebral;
- Elasticidade da pele e suporte ligamentar;
- Histórico clínico e condições oftalmológicas.
Esses fatores orientam a escolha da técnica cirúrgica, que pode variar entre abordagens externas e transconjuntivais. O respeito à anatomia individual é o que garante resultados harmoniosos e preserva a função ocular.
Blefaroplastia altera a expressão natural do olhar?
Essa é uma das principais preocupações dos pacientes, como avalia Hayashi. A blefaroplastia superior e inferior, quando bem indicada e executada com critério técnico, não deve alterar a identidade facial. O objetivo é restaurar contornos e remover excessos, mantendo a naturalidade.
Resultados artificiais geralmente estão associados à retirada excessiva de pele ou gordura. Por isso, a tendência atual privilegia técnicas conservadoras e personalizadas. A cirurgia deve suavizar sinais de envelhecimento sem modificar características essenciais do paciente, promovendo rejuvenescimento equilibrado e funcional.
Recuperação e cuidados pós-operatórios
O pós-operatório da blefaroplastia costuma ser tranquilo, mas requer disciplina, assim como frisa Milton Seigi Hayashi. Edema e equimoses são comuns nos primeiros dias, sendo controlados com repouso, compressas frias e acompanhamento médico. A adesão às orientações reduz riscos e acelera a recuperação.
Além disso, é fundamental evitar exposição solar precoce e atividades físicas intensas nas primeiras semanas. O acompanhamento regular permite avaliar a cicatrização e garantir que o resultado final evolua conforme o planejado. A combinação entre técnica precisa e cuidados adequados consolida o sucesso do procedimento.
Técnica e função caminham juntas
A blefaroplastia superior e inferior vai além da estética e pode gerar impacto funcional significativo quando bem indicada. O planejamento técnico detalhado, aliado à compreensão das necessidades individuais, é o que assegura resultados naturais e seguros.
Em síntese, a decisão pela cirurgia deve considerar critérios clínicos, expectativas realistas e avaliação especializada. Quando técnica e propósito caminham juntos, o procedimento oferece benefícios que ultrapassam o aspecto visual e promovem melhora concreta na qualidade de vida.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

