Richard Lucas da Silva Miranda, empresário e fundador da LT Studios, publisher brasileira de jogos digitais com atuação no mercado de games e tecnologia, ressalta que a discussão sobre games e propriedade intelectual é o que garante a longevidade financeira de um estúdio em 2026. Em um mercado globalizado e altamente competitivo, a cópia não autorizada de ativos ou a reprodução indevida de universos narrativos pode destruir anos de investimento e criatividade.
Proteger o patrimônio imaterial não é apenas uma formalidade jurídica, mas uma estratégia de negócio vital para que os desenvolvedores mantenham o controle sobre suas criações e possam explorar comercialmente suas marcas em diferentes plataformas e mídias. Continue a leitura para descobrir como a segurança jurídica fortalece a confiança de investidores e garante que a inovação brasileira continue a prosperar com exclusividade no cenário internacional.
Quais são as principais formas de proteger os ativos de um jogo?
A proteção de um game é multifacetada, pois envolve diferentes tipos de direitos para cada componente do software. Segundo Richard Lucas da Silva Miranda, empreendedor do setor de games, o código-fonte é protegido pelo direito do software, enquanto a parte artística (como trilhas sonoras, ilustrações e roteiros) recai sob a proteção dos direitos autorais.
Registrar esses elementos em órgãos competentes assegura que o estúdio possua prova de anterioridade, facilitando a resolução de disputas em casos de clones ou uso indevido de materiais por terceiros em campanhas publicitárias ou outros jogos. Além do conteúdo interno, o nome e o logotipo do jogo devem ser registrados como marcas para evitar confusão no mercado. A gestão de ativos digitais, games e propriedade intelectual destaca que proteger personagens, histórias e mecânicas exige uma visão proativa desde o início da pré-produção.
É possível proteger as mecânicas de jogo contra cópias?
Uma das maiores dúvidas da indústria reside na proteção das regras e mecânicas, que geralmente são consideradas ideias e, portanto, não passíveis de direitos autorais simples. Segundo Richard Lucas da Silva Miranda, fundador da LT Studios, embora a “ideia” de pular ou atirar não possa ser protegida, a expressão específica dessa mecânica (como o código único que a executa e a interface visual que a acompanha) possui amparo legal.
Games e propriedade intelectual envolvem o entendimento de que a inovação técnica, em casos específicos relacionados a hardware ou processos inventivos, pode ser objeto de patentes. No entanto, é importante ressaltar que esse caminho é frequentemente mais complexo e oneroso, exigindo um conhecimento aprofundado das nuances legais e dos requisitos necessários para a proteção efetiva dessas inovações.

O impacto da segurança jurídica na atração de investimentos
Investidores e publishers buscam projetos que possuam uma cadeia de direitos (chain of title) limpa e bem documentada. Como sugere Richard Lucas da Silva Miranda, empreendedor do setor de games e propriedade intelectual, a proteção de personagens, histórias e mecânicas é um dos primeiros pontos auditados durante um processo de due diligence para aportes financeiros.
Se um estúdio não consegue provar que é dono de todos os elementos que compõem o seu jogo, o risco de litígios futuros pode inviabilizar qualquer contrato de publicação ou venda da empresa, prejudicando a escalabilidade do negócio. A proteção intelectual, portanto, é um pilar da sustentabilidade econômica da indústria de tecnologia de entretenimento.
A defesa do patrimônio criativo
A propriedade intelectual é o combustível que mantém a inovação acesa no setor de jogos digitais. Richard Lucas da Silva Miranda, empreendedor do setor de games, resume que games e propriedade intelectual: como proteger personagens, histórias e mecânicas é um tema que deve ser tratado com a mesma prioridade que o código ou o design. Sem proteção, a arte torna-se vulnerável; com ela, a arte torna-se um legado comercial e cultural.
Estúdios que investem em assessoria jurídica e proteção de marcas conseguem navegar com muito mais tranquilidade pelas águas internacionais. A maturidade do Brasil no setor de tecnologia passa obrigatoriamente pelo respeito e pela defesa ferrenha da propriedade intelectual.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

